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TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL


Dores de cabeça, cansaço, nervosismo, choro fácil, irritabilidade. A mulher que nunca sentiu estes sintomas pelo menos uma vez, de 2 a 15 dias antes da menstruação, pode considerar-se uma privilegiada. Afinal a expressão "está naqueles dias" faz parte de qualquer vocabulário feminino. É a chamada síndrome pré-menstrual.

A denominação SPM surgiu em 1953, depois que a médica Katharina Dalton, do Hospital da Universidade de Londres, demonstrou que o mal-estar conhecido como tensão pré-menstrual (TPM) é apenas um sintoma da síndrome. Outro detalhe, a doença é denominada síndrome pois não se conhece uma causa única. O médico psiquiatra, Cláudio Novaes, coordenador do Projeto Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas relaciona pelo menos três causas, que podem ser conjugadas. A primeira, classificada como temporal relacionada com as alterações que ocorrem no organismo durante o ciclo menstrual. A outra, chamada de vulnerabilidade, associa-se ao histórico do estado emocional. A última remete aos reflexos da menstruação em si, como as cólicas.

Uma teoria que começa a ser difundida atribui à TPM a queda da produção da serotonina (neurotransmissor que o cérebro produz, é responsável pelo humor e pelo comportamento das pessoas).

O fenômeno é provocado pelo alto índice de progesterona (um dos hormônios femininos) na Segunda metade do ciclo. Se a mulher já estiver com os índices de serotonina baixos provocados por fatores externos e emocionais como stress, separação e dificuldades no trabalho, as mudanças serão mais profundas e suas conseqüências mais acentuadas.
Observar cada sintoma é fundamental para a cura

Mara Solange Carvalho Diegoli, ginecologista do Hospital das Clínicas e coordenadora da saúde da mulher da região central de São Paulo ensina que reconhecer os sintomas é o passo mais importante para a eliminação da SPM. Para se Ter certeza de que a mulher sofre de síndrome pré-menstrual, o método adotado para o diagnóstico é o acompanhamento dia-a-dia de pelo menos dois ciclos. "A paciente deve anotar tudo o que sente: dor de cabeça, inchaço, fadiga, aumento de peso e principalmente as modificações do seu estado emocional", ensina a médica. "E observar se estes sinais desaparecem quando chega a menstruação."

Com esse relatório na mão, parte-se para o tratamento, atacando-se primeiro os sintomas mais intensos. Vale lembrar que somente um especialista pode determinar o tratamento mais adequado.

Alimentação balanceada suaviza efeitos
Duas medidas importantes que suavizam os efeitos desse período são manter uma alimentação balanceada - evitando sal e chocolates em excesso - e fazer exercícios físicos regularmente.


Elaboração: SEÇÃO DE ENFERMAGEM/TJSC
Fonte: REVISTA MULHER

 



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