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Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST/AIDS

São doenças contagiosas, ou seja, transmitidas de uma pessoa para outra pela da relação sexual. A pessoa portadora de DST,mesmo não apresentando sintomas, pode transmitir a doença para seu parceiro. A maioria das DST tem cura. É importante procurar um médico para diagnosticá-las Os postos de saúde estão preparados para tratá-las.

Se você tem algum sintoma de DST, avise logo à(s) pessoa(s) com quem você teve relações sexuais.

A maioria das DST, quando no início, não apresentam sintomas fortes nas mulheres, isto porque o órgão sexual feminino é interno enquanto o masculino é externo. Por isso, as mulheres precisam ir ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano ou ao observar qualquer alteração.

Hepatite B

Em geral a pessoa não parece estar doente, mas pode transmitir a doença compartilhando seringas ou tendo relações sexuais sem preservativo. Essa doença pode causar cirrose e câncer no fígado. Embora algumas pessoas sejam assintomáticas (não apresentam sintomas), quando presentes os sintomas podem ser: cansaço, náusea, vômito, mal-estar, dor no corpo, dor de cabeça, febre baixa e urina cor de coca-cola.

Cancro Mole

Os sintomas são feridas dolorosas com pus que nos homens aparecem na glande (cabeça do pênis) e nas mulheres, na vulva. Deve ser tratada logo, pois caso as feridas toquem outras partes do corpo, novas feridas aparecem no local. O Cancro Mole também chamado de “cavalo” é mais freqüente nos homens.

Candidíase

A Candidíase é uma infecção causada por um fungo que habita a mucosa digestiva e vaginal e que cresce quando o meio se torna favorável. Neste sentido, a relação sexual pode não ser a principal forma de transmissão. Os sintomas são coceira intensa nos órgãos sexuais (pênis ou vagina) que ficam bem vermelhos e ardem muito ao urinar. Na mulher, a doença provoca um corrimento branco com aspecto de leite azedo, que pode ser acompanhado de infecção urinária com dores fortes. Deve ser tratada logo, pois órgãos internos podem ser atingidos.

Condiloma Acuminado

No início, aparecem uma ou duas verrugas nos órgãos sexuais ou em volta do ânus, que se não forem tratadas, crescem e se espalham. Se a doença avançar muito, pode ser necessária uma cirurgia. Nas mulheres grávidas, a doença pode formar tumores, porque se desenvolve mais rapidamente. Com o tratamento as verrugas desaparecem, mas o vírus da doença permanece no corpo.

Gonorréia

O sinal é um corrimento amarelado ou esverdeado, ou até mesmo um pouco de sangue que sai do pênis, vagina ou do ânus. Isso aparece de 2 a 8 dias depois da relação sexual. Se não tratada, a pessoa pode ficar estéril e a doença pode afetar o sistema nervoso, os ossos e o coração. Na mulher é mais difícil perceber os sintomas, por isso ela deve procurar um ginecologista sempre que perceber alguma mudança em seu corpo.

Herpes Genital

Muita ardência e dor local, com pequenas bolhas agrupadas no pênis ou na vagina. Não se deve coçar, porque a bolha se tornará ferida. Pode aparecer corrimento e dificuldade para urinar. As bolhas somem com o tratamento, mas o vírus permanece no seu corpo, por isso deve-se fazer o tratamento para as bolhas não voltarem.

Linfogranuloma

Esta doença começa com uma pequena lesão no pênis ou na vagina, que desaparece. Depois surgem ínguas nas virilhas que incham até abrir, liberando secreção purulenta. Na relação anal, a pessoa pode sentir dor ao evacuar.

Sífilis

Primeiro aparece uma pequena lesão no pênis ou na vagina, sem dor nem pus, alguns dias depois da relação sexual (Cancro Duro). A ferida some com o tempo e a pessoa pensa que está curada, meses depois surgem manchas pelo corpo, desde a sola do pé até a palma da mão. Essas manchas também somem, mas a Sífilis continua no sangue. Por isso, a Sífilis é uma doença complicada e que se não for tratada logo, pode causar cegueira, paralisia, doença do sistema nervoso, problemas do coração e até a morte.

A mulher grávida deve fazer exame de sangue logo no início da gravidez. Se ela estiver com a Sífilis, pode sofrer aborto ou transmitir para o bebê, causando doença grave ou a sua morte. Outros sintomas da Sífilis são verrugas na região genital, feridas na boca, ínguas no corpo, febre e dores articulares, além de queda de cabelos.

Tricomoníase

O sintoma é um corrimento amarelo-esverdeado com mau cheiro, dor na relação sexual, coceira nos órgãos genitais e dificuldade para urinar. Mais da metade das mulheres portadoras de Tricomoníase vaginal são assintomáticas (não apresentam sintomas).

Uretrites

No homem, a uretrite dá um corrimento com muco, às vezes abundante, acompanhado de ardência para urinar. A mulher também pode sentir ardência ao urinar mas, às vezes, não sente nada. Os sintomas aparecem de 8 a 10 dias depois da relação sexual.

Aids

As DST provocam feridas nos órgãos sexuais (pênis ou vagina). Assim, elas facilitam que uma outra doença, também sexualmente transmissível, entre no seu corpo. É a AIDS. O vírus que provoca a AIDS se chama HIV. Ele destrói as defesas naturais do organismo, enfraquece a pessoa e ela fica suscetível a outras doenças (como a pneumonia, tuberculose etc.). Só o médico, pelo exame de sangue, pode dizer se a pessoa está ou não contaminada pelo HIV. A AIDS ainda não tem cura, por isso a única maneira de livrar-se dela é a prevenção. Se você tem algum sintoma de DST, procure um médico. As pessoas com DST têm até 18 vezes mais chances de pegar AIDS! Use sempre camisinha! Ela protege você das DST e da AIDS.

AIDS, ASSIM PEGA:
Relação Sexual – todas as formas de transar que têm penetração (na vagina, no ânus) ou sexo oral podem passar o vírus da AIDS. TEM QUE USAR CAMISINHA!
Transfusão de Sangue – exija sangue com certificado de teste de AIDS, se você precisar de uma transfusão.

Gravidez e Amamentação – a mulher contaminada pelo HIV passa o vírus para o feto na gravidez, no parto ou durante a amamentação. FAÇA O EXAME DE SANGUE E CONTROLE PRÉ-NATAL DESDE O COMEÇO DA GRAVIDEZ. Hoje existem remédios que podem diminuir o risco de a mãe passar o vírus HIV para o seu bebê.

AIDS, ASSIM NÃO PEGA:
Ficar no mesmo ambiente, apertar a mão, trabalhar ao lado do portador, beijar, dar carinho e atenção.
Picada de insetos, saliva, lágrima, suor, espirro, banheiro, vaso sanitário, sauna, piscina, copos e talheres.

Usando sempre camisinha, fica-se livre das Doenças Sexualmente Transmissíveis e da AIDS. Mas, preste atenção: tem que saber colocá-la e retirá-la de forma correta.

SAIBA COMO USAR
A cada relação sexual, use sempre uma nova camisinha que, depois de usada, deve ser desprezada.
Só use lubrificante à base de água, e não use vaselina nem cremes gordurosos porque danificam a camisinha. Ela também evita que a mulher engravide.

Se você usa drogas injetáveis e não usa material descartável, tem muito mais chances de se contaminar com o vírus da AIDS. Não corra o risco de pegar o vírus, pois quem se “pica” e não usa material descartável sempre tem mais chances de pega-la. Não compartilhe seringas, o sangue que fica na agulha e na seringa, ainda que seja só um pouquinho, pode conter o vírus da AIDS. Ela tem crescido muito entre as pessoas que “se picam”. No momento da diversão, fica difícil alguém se preocupar com a contaminação. Caso você não consiga se livrar das drogas injetáveis, use seringas descartáveis ou desinfete as de uso permanente e não compartilhe com outras pessoas.

Não divida com os outros as vasilhas onde você limpa a sua seringa. Se você tem seringa de vidro e agulha de aço, é melhor ferver tudo por 10 minutos após o uso.

O Tratamento

Se você descobriu que está com o HIV, é muito importante tratar-se. Há pessoas que vivem com o vírus há mais de 10 anos, sem apresentar os sintomas da AIDS. Mas, preste atenção: mesmo sem sintomas, você transmite a doença. Só o exame de sangue pode dizer se alguém está ou não contaminado e, ainda assim, cuidado: há um período inicial, chamado janela imunológica, em que pode-se estar contaminado sem o exame acusar.
Sabendo como se prevenir, você não contrai DST nem AIDS.
Se você souber que está com o vírus HIV, não se desespere. A AIDS ainda não tem cura, mas tem tratamento. Os Postos de Saúde distribuem os remédios gratuitamente. Lembre-se que é importante contatar com as pessoas com quem você tem ou teve relações sexuais para que elas façam o teste e possam se cuidar. Procure grupos de apoio – o isolamento, em geral, não ajuda ninguém!

Elaboração: Enfª Edilene Martins
Fonte: Ministério da Saúde


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