| O que é
a ansiedade?
A ansiedade tem sido considerada um dos grandes
problemas do nosso tempo. A vida moderna e urbana,
a pressão do cotidiano e o estresse geram
esse estado emocional que, se muito intenso, pode
prejudicar a qualidade de vida do indivíduo.
A ansiedade é a sensação
de temor, receio, medo ou angústia em relação
a uma ameaça ao bem estar físico
ou emocional, seja ela real ou imaginária.
É um sentimento de apreensão desagradável
e vago, decorrente do modo como interpretamos
as situações. Parece-se muito com
o medo e sua diferença reside no fato de
que o medo é uma resposta a uma ameaça
real, enquanto na ansiedade o fator de estímulo
tem características subjetivas, em geral
difíceis de definir.
A principal característica da ansiedade
é uma excitação, uma aceleração
do pensamento como se a mente estivesse elaborando
uma maneira de se livrar do perigo e das incertezas,
de modo a obter novamente o controle da situação
e voltar a uma sensação de repouso
e conforto.
Pode ser desencadeada quando uma pessoa se depara
com situações novas e desconhecidas,
por preocupações ou ainda quando
a situação contém alto valor
afetivo.
A ansiedade foi sempre uma companheira inseparável
do homem. No tempo das cavernas era um sinalizador
de alerta diante do perigo iminente e real, necessária
para sua proteção e sobrevivência.
Diariamente as pessoas enfrentam problemas que
podem deixá-las tensas e ansiosas. Um pouco
de ansiedade é normal e necessário
pois nos prepara para enfrentar as dificuldades
e os perigos da vida, nos coloca num estado de
prontidão que nos ajuda a tomar decisões
e agir. O que, no entanto, interpretamos como
perigo hoje transcende em muito ao perigo a que
nossos ancestrais eram acometidos. Atualmente,
a perda de status, de conforto, de poder econômico,
de afetos e amizades, as auto-exigências
e a competitividade da vida são fatores
mais que suficientes para gerar preocupação
e apreensão em relação ao
futuro e disparar o estado ansioso. Quando excessiva,
pode produzir problemas físicos e comportamentais,
prejudicar o desempenho, além de provocar
angústia e sofrimento ao indivíduo.
A ansiedade patológica caracteriza-se pela
elevada intensidade e prolongada duração.
Em vez de contribuir para o enfrentamento do problema,
atrapalha, dificulta ou impossibilita a sua resolução.
A partir daí surgem os quadros psicopatológicos
de Transtornos de Ansiedade: Síndrome do
Pânico, Fobias, Transtorno Obsessivo-compulsivo
(TOC), entre outros.
A ansiedade se manifesta por meio dos seguintes
sintomas:
. sensação de que a respiração
não satisfaz, de que é incompleta
e cansativa, que não vai até o fundo;
. tensão muscular;
. pulsação ou respiração
acelerada;
. palpitação ou taquicardia;
. boca seca;
. suor excessivo;
. tremor;
. fraqueza;
. dormência ou formigamento de pés,
mãos ou outras partes do corpo;
. sensação de “bolo na garganta”
. problemas de estômago;
. náuseas;
. insônia.
Como administrar a Ansiedade?
O primeiro passo para administrar a ansiedade
é identificá-la. O que me deixa
ansioso? Quando fico ansioso? O que eu estou sentindo
é proporcional ao fato ou não?
Certamente não será fácil
responder a essas perguntas, mas um passo importante
seria começar a procurar os motivos que
provocam a ansiedade. Após identificá-los,
os próximos passos seriam: desenvolver
a consciência de viver no presente, manter
uma perspectiva realista dos fatos e realizar
exercícios de respiração
e relaxamento. Dessa forma você estará
colaborando para o alívio da ansiedade
e auxiliando na sua administração.
Elaboração: Seção
Psicossocial Ambulatorial - março de 2006
Psicóloga Marilda Marcondes de Mattos
Psicóloga Luciana Raupp Di Bernardi
Psicóloga Liliane Cardoso Pereira
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