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Planejamento Estratégico Histórico A política de planejamento no Poder Judiciário
Catarinense iniciou-se em 2000, com o Planejamento Estratégico,
partindo da premissa de "humanizar a Justiça"
por meio de uma administração compartilhada
e democrática que visa ao crescimento e ao desenvolvimento,
envolvendo investimentos financeiros, transformações
físicas e modificações nas estruturas
administrativas.
O plano proposto continha 12 etapas, que incluía a mobilização da cúpula, a sensibilização e o envolvimento de todos os servidores, além de ter passado pelo diagnóstico da Instituição e pelas definições estratégicas, culminando com os planos operacionais e o acompanhamento de projetos.
O diagnóstico possibilitou a análise do ambiente interno da organização e forneceu uma visão do ambiente, quais são e onde se localizam as forças e fraquezas da organização, bem como as causas dessa situação. O diagnóstico foi importante para fixar a posição estratégica, uma vez que permitiu a identificação de medidas internas que possibilitam o ajuste às tendências esperadas para o ambiente externo. A metodologia utilizada compreendeu a aplicação de questionários, envolvendo questões objetivas e subjetivas, com espaço para manifestações de opiniões, idéias e sugestões. A devolução do questionário foi de 38,4% do total dos integrantes da Justiça Catarinense.
Essa etapa consistiu na validação das sugestões e propostas coletadas das informações solicitadas e pesquisadas (questionários, caixas de sugestões, correio eletrônico, propostas de gestão da Presidência, biênio 2000-2002, e dos desembargadores).
Após o levantamento de todas as informações
e de os dados serem convalidados, foi elaborado relatório
contendo diagnóstico da situação do Poder
Judiciário, documento, cujas cópias foram entregues
a cada um dos integrantes do Conselho de Administração
e Gestão, secretário, diretores e coordenadores
do Tribunal, tendo sido objeto de apresentação
ao referido grupo.
Por orientação da Assessoria de Planejamento,
o corpo diretivo apresentou planos de ação para
suas respectivas áreas, os quais foram classificados
dentro de programas que se caracterizam por grandes linhas
de ação voltadas a objetivos comuns.
Diante do elevado número de projetos, foi constatado, de imediato, que deveríamos selecionar um método de trabalho para impor dinamismo e organização ao detalhamento e monitoramento das operações e ações desses projetos. Assim, após consulta a especialistas no assunto, optamos pelo método proposto pelo economista chileno Carlos Matus: o PES - Planejamento Estratégico Situacional -, para o qual foram capacitados 160 servidores do quadro do Tribunal de Justiça.
Para melhor gerenciar os projetos, a Asssessoria de Planejamento desenvolveu sistema específico para esse fim, batizado de SisProject, que permite o cadastro dos programas, projetos, operações e ações, além da montagem do orçamento do Tribunal, que, a partir do exercício de 2002, passou a ser compilado no conceito de orçamento-programa. Outro aspecto a ser destacado é o de que todas as informações inseridas no SisProject são automaticamente disponibilizadas na intranet - rede privada de comunicação do Poder Judiciário de Santa Catarina -, servindo também como registro histórico dos projetos, cujas informações encontram-se armazenadas no banco de dados do Tribunal (Oracle). O SisProject documenta inúmeras informações consideradas como de conhecimento tácito, isto é, experiências vividas durante a implantação dos projetos que servirão como referenciais futuros.
Ao cadastrar os projetos no SisProject,
indica-se os graus de prioridade, fixados em reuniões
com a alta administração. Com base nessa cronologia,
o orçamento da Instituição é elaborado
no âmbito do sistema, com campos específicos
para vinculação aos programas, projetos e atividades
previstos em leis orçamentárias anuais e plurianuais.
Assim viabiliza-se o conceito de orçamento-programa,
que permite o gerenciamento financeiro baseado em projetos. |